CLINICA DO RIM DO CARPINA DISTRIBUIRÁ MEDICAMENTOS

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 |

A entrega dos medicamentos especiais disponibilizados por pacientes renais foi descentralizada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Agora, os doentes que são submetidos as seções de hemodiálise na Clinica do Rim do Carpina poderão receber os remédios na unidade, em vez de se dirigirem para a Farmácia do Estado, situada na rua Padre Inglês, na Boa Vista. A medida visa diminuir o tempo de espera dos doentes renais e seus acompanhates na fila da unidade e reduzir a atual demanda de solicitação de medicamentos na Farmácia. Segundo a SES, hoje existem cerca de 3,5 mil pacientes renais cadastrado na Farmácia do Estado, desses 2,1 mil deverão ser beneficiados com a novidade.
Segundo o gerente do Serviço de Entrega Domiciliar e Clínica da Farmácia do Estado, Sérgio Antunes, os pacientes restantes correspondem aos vinculados às unidades do interior, onde o projeto ainda não foi implementado. “Na Farmácia instalada em Caruaru, por exemplo, o fluxo de pessoas a procura de medicamentos é bem menor do que aqui no Recife. Por isso, em alguns locais a medida não será implantada”, contou. Antunes afirmou que na RMR a dificuldade de distribuição dos remédios é bem maior, fato comprovado pela espera média de 1 hora e 30 minutos na fila da Farmácia. “Além de diminuir o tempo, traz comodidade à população, já que o próprio paciente, após a seção de hemodiálise, pode receber o medicamento”.
A implementação foi feita a partir de um projeto piloto executado na Nefrocentro, no bairro do Parnamirim, em junho desse ano. Para entrar no programa foi feito o levantamento de todos os pacientes que faziam hemodiálise no local e do tipo de remédio utilizado por eles. A equipe da Farmácia do Estado faz duas visitas por semana em cada clínica para realizar a distribuição. Ao todo, são ofertados mensalmente cerca de 100 mil medicamentos para pacientes renais no Estado. Os pacientes e acompanhantes gostaram da novidade, no entanto, afirmaram que a medida, por ser uma novidade, precisa de alguns ajustes. “É a primeira vez que estou pegando o remédio para a minha irmã. Aqui é mais rápido, antes a gente chegava de 9h na farmácia e só conseguia o remédio entre 14h e 15h”, disse a dona de casa e acompanhante Tereza Neuma Leonel.
O encarregado na distribuição dos medicamentos nas clínicas, Brivaldo Marques, afirmou que num primeiro momento problemas serão sentidos, mas que eles são necessários para realizar as devidas adaptações. “Na Nefrocentro, por exemplo, não existem mais tumultos nem reclamações sobre a ordem de entrada dos pacientes”.


Por: Rafael Santos
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