Audiência debate impacto da Hemobrás

sexta-feira, 29 de maio de 2009 |

Debater os impactos econômicos e sociais que serão gerados a partir da implementação da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), no município de Goiana, Zona da Mata Norte do Estado, foi o objetivo da audiência pública promovida, ontem, pela Comissão de Saúde da Casa. A proposta partiu do líder do Governo na Alepe, deputado Isaltino Nascimento (PT), para quem o empreendimento, além de gerar emprego e aumento na arrecadação de impostos, contemplará outros setores da economia.

“É importante mostrar que a Hemobrás é mais uma conquista do Governo Federal para Pernambuco. Com o funcionamento da fábrica, teremos condições de exportar os medicamentos para outros Estados e países, além de estimular novos investimentos no local, como é o caso da Novartis, fábrica de vacinas, que também será instalada no Polo Farmoquímico, em Goiana. A Hemobrás está para a Região da Mata Norte como o Porto de Suape está para a Mata Sul”, comparou o petista. O investimento total está estimado em R$ 327 milhões e a capacidade de produção será de 500 mil litros de plasma por ano.

O presidente do colegiado, deputado Clodoaldo Magalhães (PTB), coordenou o debate e falou da importância do tema. “O Brasil economizará cerca de R$ 1 bilhão por ano com a fabricação própria de hemoderivados, o que, sem dúvida, melhorará a qualidade de vida da população hemofílica”, observou.

Na ocasião, o presidente da Hemobrás, João Paulo Baccara, explicou que a entidade é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Saúde e criada em 2004. “Nosso foco é produzir a autossuficiência do Brasil. Queremos trabalhar no sentido de desconcentrar investimento, conhecimento e desenvolvimento e, por isso, estamos nos instalando no Nordeste. Além disso, realizaremos pesquisas e desenvolveremos tecnologia de excelência na fabricação dos produtos”, destacou.

O empreendimento será o primeiro no País a produzir hemoderivados e reduzirá a dependência externa do Brasil em relação ao consumo de medicamentos importados. Atualmente, o País importa 100% dos remédios indicados para o tratamento de doenças hemofílicas.

Raimundo Pimentel (PSDB) parabenizou Isaltino Nascimento pela iniciativa e destacou que o empreendimento trará retorno em vários aspectos. “Não apenas a economia pernambucana será incrementada, como a saúde será beneficiada com a produção de hemoderivados”. O ex-deputado Augusto César, que atua como diretor de Assuntos Estratégicos da Hemobrás, lembrou que as pesquisas de desenvolvimento têm sido uma prioridade para a empresa. “Pernambuco está crescendo acima do PIB nacional por conta dos investimentos realizados no Estado. Com a Hemobrás, a tendência é crescer cada vez mais”, observou.

A fábrica ocupará 250 mil metros quadrados em um local destinado ao Polo Farmacoquímico, em Goiana, sob responsabilidade do Estado. As obras de terraplanagem e drenagem foram concluídas. A construção da câmara fria, que armazenará o plasma brasileiro, começou no último mês de abril. Até o começo de 2010, todas as unidades dessa primeira fase deverão estar iniciadas.

Com informações do Diário Oficial

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