No cafézinho( Sem comunicação, só existe distorção )

segunda-feira, 25 de maio de 2009 |



Prezados amigos,

Estamos a quase 5 meses de administração dos novos gestores municipais e tudo que ouvimos nos bastidores da política são as articulações pra 2010. Até parece inclusive, que as prévias para as próximas eleições, torna-se mais importante do que as necessidades básicas da população. É mister colocarmos, o quanto assusta vivermos num país, que foi um dos primeiros a ter um dos mais modernos sistemas de comunicação via satélite e que nem se quer tem um bom sistema de saneamento básico para mais de 70% de população. Quão paradoxal acaba se tornando o quanto se investiu em comunicação nesse país, fazendo o mesmo ter exigências mercadológicas de primeiro mundo, com um background de país de terceiro mundo, onde a população nem se quer possuí o mínimo de dignidade. Parece que o mesmo acontece em alguns municípios, quando lembramos o quanto se investe em marketing político com as agências de comunicação da capital, apenas para atender interesses exclusivamente partidários.

Quando se fala em comunicação, lembra-se dos princípios básicos aliados à sua Teoria. Lembramos dos estudiosos da escola de Frankfurt e de tantos outros que desenvolveram a Teoria crítica, com esforços indômitos para que hoje a comunicação pudesse evidenciar uma experiência única de troca cultural. Essa troca passa exatamente, por outra experiência em defesa da valorização da diversidade, da cultura, das tradições, da educação. Os altos investimentos em comunicação atendendo apenas interesses específicos, muitas vezes causa esse plano paradoxal, que portanto estaria fazendo um contraditório "hipodérmico". E por outro lado, existem os aventureiros da escrita ou da comunicação, ou ainda aqueles com predisposição à "discursagem-oratória", que deturpam os verdadeiros conceitos da comunicação, para atender interesses antes citados.

Um verdadeiro trabalho de comunicação, entre orgão e população, gestor e município, passa por essa troca cultural, em virtude da responsabilidade com o erário público e principalmente com a necessidade de fazer um investimento que dinamize os interesses da população e não os partidários. Não se seguindo certos critérios, a comunicação passa a ser apenas objeto de compra, moeda mercadológica e assim, não sendo determinante para qual quer que seja o seu fim.

Não se pode fazer uso da Teoria Hipodérmica, fazendo como o que o povo aceite de goela abaixo, qualquer planejamento, qualquer mensagem. O alinhamento político e administrativo, precisa fazer valer, também na comunicação. Caso contrário, só resta uma vã ilusão, distorção.


** Guto Brandão, escreve no cafézinho todas as segundas feiras.

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