Recife ameaçado de perder sede da Copa do Mundo de 2014

terça-feira, 8 de setembro de 2009 |

Recife (São Lourenço da Mata) corre o risco de não sediar mais jogos da Copa do Mundo de 2014. A Fifa estaria preocupada com o atraso das obras em algumas capitais brasileiras e a falta de verba dos governos estaduais para construir os estádios. A entidade já estaria estudando a possibilidade de diminuir de 12 para 10 o número de subsedes brasileiras. Além do Recife, estão ameaçadas Cuiabá, Natal, Manaus e Salvador.

Nenhum dos nove governos estaduais lançou o edital de licitação das obras das arenas. Por terem estádios privados, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre estão livres da exigência. Cuiabá, por exemplo, já mudou o projeto duas vezes em apenas seis meses.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, “os executivos da Fifa também não gostaram de alguns projetos. Pelo menos duas cidades pretendem construir puxadinhos em seus estádios para abrigar os jogos da Copa”.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, já revelou não acreditar em exclusões. Mas faz um alerta: “Tenho certeza de que todos vão cumprir seus cronogramas, mas quem não cumprir pode ser substituído ao longo do tempo. O cumprimento dos prazos é fatal”.

Caso os executivos da Fifa considerem os projetos e o andamento das obras insatisfatórios, poderão optar pela retirada de algumas cidades, e, ao contrário do que Teixeira pensa, elas não devem ser substituídas.

Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo foram as subsedes escolhidas para a Copa no Brasil. O anúncio foi no último dia 31 de maio, em um congresso da Fifa nas Bahamas.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou no mês passado que o BNDES poderá ajudar os Estados na construção dos estádios.

Ele disse que a intenção é não usar recursos do Orçamento Geral da União e que o BNDES planeja estruturar Parcerias Público-Privadas (PPPs) para o projeto do Mundial. “Poderemos assegurar uma infraestrutura necessária de estádios dentro das especificações da Fifa”, adiantou Coutinho.

Coutinho ainda revelou que o banco “pode financiar o setor privado e, ou, financiar Estados ou locais que não comportem porque o mercado não sustentaria um empreendimento”. Na parte hoteleira, não há problema de apoio do BNDES.

PESQUISA - Se as obras não andam, pelo menos, a crença do torcedor brasileiro numa boa organização está a todo vapor. Numa pesquisa feita pelo Instituto Análise/Insight, que ouviu 1.000 pessoas no Brasil, 62% dos entrevistados confia num bom Mundial, pois o País está preparado. Já 30% não concordam.

Para um quinto dos pesquisados, a Copa de 2014 será um sucesso. E 19% acham que se deveria priorizar o combate ao crime, além da construção e conservação de rodovias. A construção de estádios foi pedida por apenas 10%.

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