Será que Humberto Costa virou adepto do "rouba, mas faz"?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 |

  Por Júlio Ferreira do Recife

 

É estarrecedora a cara de pau e a empáfia com que alguns políticos petistas, certos de que são mais inteligentes do que todo mundo, encaram com desprezo qualquer tentativa de tolher suas indignas armações. Um exemplo foi uma entrevista concedida no dia 30/09 na rádio CBN-Recife, pelo atual titular da Secretaria das Cidades no governo de Pernambuco, Humberto Costa (PT), aquele mesmo que foi ministro da Saúde na primeira gestão de Lulla, e em cuja administração vieram à tona, entre outros, os escândalos das AMBULÂNCIAS e dos VAMPIROS.

Ao ser perguntado sobre os problemas que estão ocorrendo em algumas obras públicas realizadas em Pernambuco, muitas das quais estão sob investigação do Tribunal de Contas, que inclusive está determinando a paralisação de algumas, onde foram evidenciados superfaturamentos, malversação de dinheiro público, fraudes em licitações etc, o secretário, saiu-se com essa pérola: "Existe a preocupação do controlar, sem preocupação com os prejuízos acarretados pelo não fazer".

Será que eu entendi mal, ou Humberto Costa passou a ser um defensor do princípio do "rouba, mas faz", anteriormente atribuído a Maluf? Caí na real, seu Humberto! Quer dizer que, segundo seu conceito, os prejuízos nas obras públicas devem-se às paralisações impostas pela Justiça, para coibir o roubo, e não à corrupção institucionalizada, que transforma projetos em meios de arrecadação financeira, não só para garantir o enriquecimento ilícito de gestores, como também para prover verbas que financiem campanhas eleitorais de alguns partidos da base governista?

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