Crise afeta produtores de cana-de-açúcar em Pernambuco

A partir de março de 2009, a situação vai ficar mais difícil para os trabalhadores dos canaviais e usinas de açúcar de Pernambuco, graças ao período de entressafra e da crise financeira internacional. De acordo com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado (Sindaçúcar), o setor emprega cerca de 110 mil pessoas.
Para o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, a crise já afetou o setor. “Na fase de pré-embarque na colheita, a gente percebe que o financiamento está cada vez mais escasso e, portanto, mais caro”, afirmou. “A gente lembra que não há consumo sem produção precedente”.
Dados da entidade estimam que cerca de 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar serão produzidas este ano em Pernambuco. Serão 1,6 milhão de toneladas de açúcar e cerca de 570 litros de álcool. O Estado exporta quase 60% do que produz para mercado externo, porque o preço do produto não compete com o de São Paulo no mercado interno.
A solução, para o presidente do Sindicato, são os programas oferecidos pelo Governo do Estado. “Temos que procurar junto ao governo opções para quebrar esse paradigma histórico de desemprego no setor na entressafra”, disse.
Alguns desses programas seriam o Chapéu de Palha, do Governo de Pernambuco, e o Programa Nacional de Qualidade, do Governo Federal. “O ministério da agricultura tem ajudado, mas o Estado tem que inserir os trabalhadores no programa de qualificação, para transformar esse homem simples em um técnico agrícola”, disse Renato Cunha.
Para ele, cabe também aos empresários fazerem a sua parte. “As empresas têm que entrar com a infra-estrutura, salas de aula, por exemplo, para que o Governo Federal entre com oficinas de qualificação da mão-de-obra”.

PE 360 GRAUS

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