Segurança pública gera novo embate

 

A política adotada na segurança pública, no Interior, levou os deputados Terezinha Nunes (PSDB) e Alberto Feitosa (PR) a debater o assunto no Plenário da Alepe, na tarde de ontem. Para a tucana, “as propagandas do Governo enfatizam a queda no número de homicídios, dado que não condiz com a realidade das ruas.” O republicano, entretanto, rebate, afirmando que o Executivo “está no caminho certo, prova disso é que o crime não prospera no Estado.”

Terezinha lamentou o sequestro de um capitão da PM, cuja casa foi invadida por bandidos que fizeram a esposa e a filha do policial reféns. O crime ocorreu em Salgueiro, no Sertão, na madrugada de ontem. “O fato aconteceu às vésperas de uma visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Como resgate, os bandidos pediram armas da corporação”, disse, citando outros episódios recentes nas cidades de Caruaru, Lagoa de Itaenga e Santa Maria do Cambucá, no Agreste.

Segundo a parlamentar, ao longo do ano, Caruaru contabilizou 11 homicídios e, em Lagoa de Itaenga, três crimes sucessivos ainda não foram solucionados. “Os médicos do Samu do Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul, suspenderam o trabalho por falta de segurança. O aumento do efetivo policial beneficiou mais a Capital em detrimento dos demais municípios. A Oposição continuará exercendo papel fiscalizador. O aumento da criminalidade no Interior é uma constatação”, pontuou.

Alberto Feitosa respondeu, alegando que “a Oposição não tem o que falar e usa fatos isolados, que infelizmente acontecem, para tentar manchar a administração estadual.” “Por oito anos, a gestão Jarbas/Mendonça Filho não reduziu a violência. O Pacto pela Vida, do Governo Eduardo Campos, traz resultados positivos. No primeiro ano, a diminuição da criminalidade atingiu 6%. Nos últimos nove meses, a queda chegou a 11,9%, perto dos 12% previstos pelo Pacto. Esses resultados são incontestáveis”, comemorou.

O republicano acrescentou que, em setembro deste ano, a Secretaria de Defesa Social (SDS) registrou queda de 28,8% no número de homicídios, comparado ao mesmo período de 2008. “É o maior decréscimo registrado desde 2003. Este ano, 371 vidas foram poupadas e vários municípios contabilizaram redução da violência.”

Em apartes, o líder do Governo, Isaltino Nascimento (PT), propôs uma audiência pública para avaliar o período de um ano e seis meses de implantação do Pacto pela Vida. “A Oposição não fala nisso porque percebe a ação efetiva do Executivo”, ponderou. O 1º vice-presidente da Casa, Izaías Régis (PTB), salientou que, “em três anos de gestão, não é possível resolver o problema, mas o Estado investe em infraestrutura e recursos humanos para reverter a situação”. Esmeraldo Santos (PR) comemorou a “real queda da criminalidade.”

Para Adelmo Duarte (DEM), Jacilda Urquisa (PMDB) e Maviael Cavalcanti (DEM) entretanto, “o Pacto pela Vida precisa ser revisto, porque a violência em várias cidades comprovam um resultado diferente do divulgado nas propagandas institucionais.”

 

Do Diário Oficial da Alepe

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