Esquistossomose deixa Zona da Mata em alerta

A incidência de esquistossomose nas Matas Norte e Sul de Pernambuco será foco da reunião que a Comissão de Saúde da Alepe terá com representantes das regiões. A decisão foi tomada ontem, após audiência pública realizada pelo colegiado para discutir o tema. O encontro foi sugerido pelo deputado Antônio Moraes (PSDB) e contou com a presença do técnico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) Francisco Duarte Bezerra. O objetivo é saber como o Governo tem lidado com a doença, desde a reunião realizada há um ano, na Assembleia, sobre o mesmo assunto.

“Atualmente, é enorme o número de mortes decorrentes da esquistossomose. Na audiência do ano passado, convidamos os prefeitos das Matas Norte e Sul, mas apenas um compareceu. Entendo que não é adequado esperar somente por ações municipais. O Estado deve interceder”, ponderou o tucano, acrescentando que as pessoas estão morrendo por falta de informação. “Hoje, ninguém ouve falar em esquistossomose”.

Francisco Duarte declarou que, a partir do dia 4 de junho, o Poder Executivo Estadual começará a capacitar médicos, enfermeiros e agentes do Programa de Saúde da Família (PSF) das localidades mais atingidas. Além disso, o técnico disse que a “esquistossomose é prioridade para a SES”. Entretanto, Duarte argumentou que a Portaria n° 1.172, de junho de 2004, estabeleceu o processo de descentralização, definindo o papel das três esferas de Governo com relação à vigilância em saúde. Ficou determinado que é de responsabilidade dos municípios a execução das iniciativas. Existe, inclusive, uma verba repassada mensalmente pelo Ministério da Saúde para as Prefeituras.

Para a deputada Nadegi Queiroz (PMN), se o recurso existe, o que há é o “desinteresse” no que diz respeito à prevenção da esquistossomose. “É um problema silencioso e, por isso, perigoso. Ouvimos falar em Aids, dengue, mas não em esquistossomose”, considerou. A vice-presidente do colegiado, deputada Miriam Lacerda (DEM), defendeu que a sociedade seja informada por meio de propagandas, rádios comunitárias, entre outras formas de comunicação.

Presidente da Comissão de Saúde, o deputado Clodoaldo Magalhães (PTB) comentou que “parte do problema pode ser atribuída à falta de continuidade na capacitação de médicos, técnicos e agentes epidemiológicos”.

As reuniões devem ser promovidas em Palmares e Limoeiro, mas as datas serão definidas. Magalhães informou, ainda, que o requerimento do deputado Augusto Coutinho (DEM), solicitando à Comissão de Saúde uma audiência para tratar as dificuldades do Hospital da Fundação Hemope, foi aceito. A data está sendo escolhida pela assessoria do colegiado.

Informações do Diário Oficial

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