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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

H I S T Ó R I A D E P I N G O S E C H U V A NA PROGRAMAÇÃO DO PONTINHO DE CULTURA GALPÃO DAS ARTES

A Companhia Ânima de Teatro

filiada a ARTEPE – Associação de Realizadores de Teatro de Pernambuco vai se apresentar com o espetáculo História de Pingos e Chuva, no domingo dia 23 de agosto, às 10h e às 17:30 h, no Pontinho de Cultura Galpão das Artes, em Limoeiro, agreste setentrional e distante 77 km do Recife. A peça do diretor Alex Sandro Silva, é uma adaptação livre do texto Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove, do autor Silvia Orthof. A direção musical é de Carlos Ferrera e Síntia Alves assina a direção artística.
Sinopse:

O musical conta a historia de um Pingo de Chuva (Fávio Santana) que para poder chover deve cumprir algumas tarefas impostas pelo seu Patrão Chuveiro (Maurílio Silvestre). A aventura começa no céu, passa na terra e vai até o mar. Com Sol (Renato Stanley) que canta ópera. No palco também interagem com a garotada, a Galinha hipocondríaca (Vaneska Nascimento), Sereia (Anne Neves), Príncipe Elefântico (Renato Stanley), Tia Nuvem (Cindy Fragoso) e Ova de Peixe cantora (Vaneska Nascimento). História de Pingos e Chuva reúne natureza, poesia e muito humor.

Concepção cênica:

Numa montagem onde o trabalho do ator é prioridade, a encenação usa brincadeiras do faz de conta como ponto principal para a construção da encenação. No palco, o mínimo de adereço, acentua os corpos presentes e a música constante. A comicidade do texto ganha força com os corpos ‘clownescos’ construídos pelos atores. A sonoplastia ao vivo reforça a poeticidade do texto. Figurinos e cenários apenas sugerem o ambite e as personages criando uma brincadeira de codificação.
SERVIÇO:

DIA : 23 de agosto, Domingo

LOCAL: Galpão das Artes, avenida Severino Pinheiro, nº 329-A

HORÁRIO: SESSÃO ÀS 10 HORAS E SESSÃO ÀS 17:30 HORAS

INGRESSO SOMENTE ANTECIPADO NA LOJA ÁGUA DE CHEIRO: R$ 5,00

NA BILHETERIA: R$ 10,00

 

Assessoria de Imprensa

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Colisão entre carro e caminhonete deixa uma pessoa morta em Surubim

Motorista do carro ficou preso às ferragens e morreu no local do acidente, na Rua Crispim Hipólito, centro do município; outro motorista não se feriu

Uma colisão entre um carro e uma caminhonete deixou uma pessoa morta na noite da última segunda-feira (17), em Surubim, no Agreste pernambucano. O acidente aconteceu na Rua Crispim Hipólito, no centro do município.
De acordo com a polícia, o condutor do Corsa vinha do município de Frei Miguelinho e o da Toyota saia de Surubim com destino à Lagoa de Vaca. O motorista do carro, Josino João de Andrade, de idade não informada, ficou preso à ferragens e morreu no local. O motorista da Toyota não se feriu.

 

Da Redação do pe360graus.com

Copa Pe contará com 16 equipes

Segundo a Federação Pernambucana de Futebol, 16 equipes confirmaram presença na competição de categoria semiamador. Santa Cruz, Sport, Náutico, Surubim, Timbaúba, Carpinense, Belo Jardim, Decisão, Pesqueira, Cabense, Sete de Setembro de Cupira, Vera Cruz, Catende, Vitória, Ypiranga e Atlético-PE serão as equipes na disputa de futebol pelo interior que começa em Setembro. A fórmula do torneio será em quatro grupos, cada um com quarto equipes, uma reunião na próxima quinta feira (20) definirá todo o cronograma da Copa Pernambuco para  esse ano.

CHÁ DE LINGERIE

lingerie com bolinha 3 Procurar boutiques de lingeries para ir em busca do próprio, “Chá de Lingerie” é a grande tendência das noivas moderninhas. Quem confirma essa procura são as empresárias Lana Menezes e Katharina Wanderley, da boutique de lingerie Toque de Pecado, localizada no Parnamirim. As empresárias adiantam que o Chá de Lingerie, além de renovar o estoque de peças íntimas da noiva, tem como objetivo promover uma despedida de solteira bastante animada, recheada de brincadeiras entre amigas e parentes, e é claro com bastantes lingeries que são escolhidas com antecedência pela noiva na Toque de Pecado. Além de sugerir as melhores lingeries, a Toque de Pecado oferece a noiva, o convite do Chá de Lingerie, descontos para as convidadas da noiva, uma lista de brincadeiras para serem realizadas no dia do chá de lingerie e também um álbum em scrapbook todo personalizado, onde as amigas da noiva poderão deixar recadinhos e dicas.

Zona da Mata registra dois homicídios

Crimes praticados na Zona da Mata, no último final de semana, levaram o deputado Antônio Moraes (PSDB) a solicitar providências ao poder público. Ontem, na tribuna, o parlamentar comentou o assassinato do presidente da Comissão Provisória do PSDB, no município de Tracunhaém, Antônio Mendes. “A vítima tinha 31 anos e morreu no último dia 15, no momento em que estava trabalhando”, lamentou o parlamentar, pedindo que a Polícia Civil se empenhe, ainda mais, para elucidar o fato. Outra vítima foi o comerciante de Macaparana, conhecido por França.

“Conversei com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Manoel Carneiro, para que sejam encontrados os culpados pelos delitos. É visível o crescimento do número de crimes nas cidades do Interior do Estado”, observou.

Em aparte, a presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Alepe, deputada Terezinha Nunes (PSDB), lamentou a morte do radialista José Dalvison Nogueira de Souza, 60 anos, anteontem. Ele saía de uma festa, no bairro de Sítio dos Pintos, por volta das 16h, quando, nas proximidades da Fábrica do Lafepe, no bairro de Dois Irmãos, foi abordado por dois homens numa moto e atingido com um tiro no ouvido. A Polícia trabalha com a suspeita de latrocínio.

“A violência no Interior do Estado é cada vez maior e a maioria dos crimes, cometida de forma cruel. A Polícia não pode permitir que a prática delituosa abale a tranquilidade da população pernambucana”, destacou Terezinha.

Informações do Diário Oficial da Alepe

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

No Cafezinho

“Querem deixar o Tribunal sem moral, Isso é Sacanagem da Grossa, pra mim estupraram a constituição de vez!”.

Carlos ayres brito TSESinceramente estou desde o começo do mês me perguntando de que lado está o TSE. Para os amigos que não assistiram a TV Senado nas últimas semanas ou que não leram a edição de domingo do Jornal do Commércio em 26 de Julho, não ficaram sabendo acredito, de mais uma polêmica decisão que o Supremo Tribunal Federal está por tomar esses dias.

Trata-se de uma decisão que pode “engessar” os Tribunais de Contas de todo o país, que são hoje os responsáveis por fiscalizar de perto o erário público e os maus gestores, garantindo mais transparência e responsabilidade. Depois do entendimento e da proposta do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral que pretende o esvaziamento do poder nos TCE´s, o Ministério Público Federal entrou com um recurso especial no supremo, para não permitir que os conselheiros e técnicos dos tribunais percam suas atribuições. Trocando em miúdos e para melhor compreensão, vou ser mais direto. Se o STF não acatar esse recurso, o recurso do MPF, os Tribunais de contas não poderá mais rejeitar as contas dos gestores municipais podendo a partir de então, tão somente emitir pareceres técnicos que serão avaliados pelas câmaras municipais.

Não caberá mais ao TCE obrigar prefeitos de qualquer município a devolver aos cofres municipais gastos indevidos, ou imputar multas aso gestores que cometerem atos infratórios como ordenadores de despesa, cabendo as câmaras municipais o julgamento decisório dos pareceres do TCE. Dessa maneira o TCE perde toda a força tendo seu parecer de fiscalização ficando extremamente fragilizado e vulnerável a acordões e decisões meramente políticas. Se não vejamos, se o prefeito é detentor de maioria na sua bancada na câmara, será que os senhores vereadores serão sempre imparciais, deixando prevalecer a orientação de um órgão competente que avaliou o mérito?

Sim a constituição diz que cabe ao poder legislativo a fiscalização dos gestores municipais, entretanto temos que destacar o quanto tem sido de fundamental importância a intervenção dos tribunais para punir os maus gestores. O que mais me deixa perplexo é que essa decisão também pode anular todas as decisões que já foram tomadas pelos TCE´s em todo o Brasil. A impunidade venceu mais uma batalha! No nosso país em que tudo fica metricamente escondido num involucro de mentiras e engodos, sob nossos olhos vemos de braços cruzados mais essa barbárie.

Nota 10 para o Ministro Ayres Brito que no supremo foi voto vencido na primeira discussão sobre o mérito, mas em sua defensiva deixou claro o tamanho do poder que está sendo dado às câmaras municipais e quanto a isso de certa maneira deixando de atribuir a capacidade fiscalizatória dos tribunais.

Agora tudo vai ficar mais fácil, chega de pagar multa ou ter conselheiros e técnicos na sola, se a coisa empretar, basta negociar com partidários ou não e se safar. Estamos convivendo num cotidianos de escândalos sucessivos nas esferas executivas e o próprio judiciário declara essa anarquia aos interesses da sociedade. Seria essa atitude o inicio da extinção branca dos tribunais?

Não sei até onde quer chegar a Corte do supremo, mais querendo deixar o tribunal “sem moral”,  fazendo apenas papel de “menino de recado” com opinativos é sacanagem da grossa, é estuprar a constituição!

* Guto Brandão assina a coluna “No Cafézinho”!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Paudalho sediará a 1ª edição do Troféu Ariano Suassuna

Uma das cidades da Mata Norte mais envolvida com o patrimônio das culturas e tradições vive a expectativa para uma noite memorável.

 

O município de Paudalho, à 37 Km do Recife, marcou na agenda oficial um sábado, dia 19 de Setembro, como a dia em que personalidades, políticos, artistas, autoridades intelectuais e demais cidadãos que desenvolvem atividades ligadas à defesa de relevantes causas sociais irão se reunir com o intuito de celebrar ao que de melhor temos em nosso nicho de cultura popular. O Prêmio Cidadão – Troféu Ariano Suassuna, Será uma honraria oferecida a Homens que fizeram jus ao mérito da cidadania, da valorização do conhecimento e da preservação de um futuro menos desigual e com mais oportunidade. O evento que acontecerá no Salão Nobre da prefeitura de Paudalho, contará com um público seleto de 300 convidados que assistirão a diversas apresentações artísticas e culturais e a essa homenagem que leva o nome do patrono maior das causas nordestinas que defende a golpes de sabedoria e riqueza poética as nossas bandeiras e tradições.

“ O mestre Ariano Suassuna foi de uma simpatia e uma elegância digna do remetente, nos autorizando em primeira hora através de uma documentação, a realização do prêmio com o seu nome, nos foram enviadas também diversas obras inéditas do mestre, algumas iluminogravuras que serão expostas no ambiente do evento.” destacou Wellington Couto, diretor da WF promoções que produz o evento junto com a Secretaria de Cultura do município e a Prefeitura da Cidade.

Paudalho - O palco não poderia ser outro para um evento tão importante, Paudalho, cidade conhecida pelo turismo religioso e pela diversidade cultural abriga dezenas de trabalhadores das chamadas culturas de resistência e ícones das manifestações culturais das mais diversas. Várias passagens poéticas de artistas e escritores renomados como as do escritor e dramaturgo Aguinaldo Silva, ganharam mais brilho e lucidez com o cenário de pontos e peculiaridades da cidade e de sua gente. O filme Lisbela e o Prisioneiro do diretor Guel Arraes, foi gravado em Paudalho, levando a cidade para as telonas no âmbito nacional e a comédia à ser um sucesso nacional de bilheteria e crítica. Inclusa na Rota turística dos engenhos e maracatus, a cidade é alvo de turistas de diversas partes do país ou do exterior que vislumbram compreender a sua estratificação, a sua religiosidade e cultura.

ariano Ariano -  Poeta, dramaturgo e romancista, Ariano Vilar Suassuna nasceu na cidade da Paraíba (hoje João Pessoa), capital do Estado da Paraíba, a 16 de junho de 1927. Seu pai, João Suassuna, exercia, à época, mandato de “Presidente”, o que correspondia ao atual cargo de Governador. Terminado seu mandato, João Suassuna deixa o litoral e volta ao sertão, sua terra de origem, fixando-se na fazenda “Acauhan”, no município de Sousa. Mas, é no Sertão da Paraíba que Ariano passa boa parte da infância, primeiro na “Acauhan”, depois no município de Taperoá. Em 1942, a família Suassuna fixa-se em Recife, capital de Pernambuco. É em Recife que Ariano inicia a sua vida literária, com a publicação do poema Noturno, a 07 de outubro de 1945, no Jornal do Commercio. Ao ingressar na Faculdade de Direito, em 1946, liga-se ao grupo de estudantes que retoma, sob nova inspiração teórica, o Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP). Mais do que um movimento teatral, o TEP foi um movimento de revalorização da cultura brasileira, com atuação em várias áreas da criação artística. De 1946 a 1948, são publicados, em revistas e suplementos de jornais, seus primeiros poemas ligados ao Romanceiro Popular Nordestino, universo de poemas e canções que inclui desde a poesia improvisada dos cantadores até a Literatura de Cordel e de tradição oral decorada. É partindo principalmente dos folhetos do Romanceiro que Suassuna vai encontrar o caminho para criar toda a sua obra teatral. Em 1947, escreve a sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. No ano seguinte, estréia em palco com Cantam as Harpas de Sião, depois rescrita sob o título de O Desertor de Princesa (1958). Ainda estudante de Direito, escreve Os Homens de Barro (1949) e o Auto de João da Cruz, esta no ano de sua formatura (1950). Em 1951, em Taperoá, para onde vai a fim de curar-se do pulmão, escreve e encena, com mamulengos, o entremez Torturas de um Coração ou Em Boca Fechada Não Entra Mosquito. Esta peça é extremamente importante no teatro de Suassuna. Em primeiro lugar, porque, a exemplo de outros entremezes, serviu como núcleo inicial de uma peça maior, A Pena e a Lei. Depois, porque Torturas é o primeiro trabalho de Suassuna ligado ao campo do Cômico. Até aí, Suassuna somente se dedicava à composição de tragédias – excetuando-se o Auto de João da Cruz, um drama sacramental. Após Torturas, o autor escreve mais uma tragédia, O Arco Desolado (1952), para então dedicar-se às comédias que o deixaram famoso: Auto da Compadecida (1955), O Casamento Suspeitoso (1957), O Santo e a Porca (1957), A Pena e a Lei (1959) e Farsa da Boa Preguiça (1960), para mencionar as peças publicadas em livro e sem considerar outros entremezes, todas comédias importantíssimas para o teatro brasileiro contemporâneo. A partir da encenação, no Rio de Janeiro, do Auto da Compadecida, em janeiro de 1957, durante o Primeiro Festival de Amadores Nacionais, Suassuna é alçado à condição de um dos nossos maiores dramaturgos. Premiada com a “Medalha de Ouro” da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, no mesmo ano a peça é publicada em livro. Encenado em diversos países, o Auto encontra-se editado em vários idiomas, dentre os quais o alemão, o francês, o inglês, o espanhol e o italiano, e recebeu, até hoje, três versões para o cinema. A partir de 1956, com A História do Amor de Fernando e Isaura, versão nordestina de Tristão e Isolda, Ariano passa a dedicar-se, também, ao romance. No mesmo ano, inicia carreira docente na Universidade Federal de Pernambuco, onde irá lecionar várias disciplinas ligadas à Arte e à Cultura, até se aposentar, em 1989. Em 1959, funda, com Hermilo Borba Filho, o Teatro Popular do Nordeste (TPN). Em 1960, forma-se em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco. De 1958 a 1970, trabalha em um longo romance, editado em 71 – o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, saudado pela crítica como um dos mais importantes romances da Língua Portuguesa. Suassuna chama-o “romance armorial-popular brasileiro”, na intenção de vinculá-lo ao Movimento Armorial, por ele idealizado e lançado oficialmente no Recife, a 18 de outubro de 1970. Segundo o próprio Suassuna, “a Arte Armorial Brasileira tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos ‘folhetos’ do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus ‘cantares’, e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados”. Em 1976, torna-se Livre Docente da UFPE, defendendo a Tese A Onça Castanha e a Ilha Brasil – Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira, ainda inédita. De 1975 a 1977, publica, em folhetins semanais, no Diário de Pernambuco, duas partes da História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão, segundo volume da trilogia iniciada com A Pedra do Reino. Em 1987, retorna ao teatro com As Conchambranças de Quaderna, trazendo pela primeira vez ao palco o mesmo personagem do seu romance, Dom Pedro Dinis Ferreira-Quaderna, o Decifrador. Em 1990, toma posse na Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 1989. Ingressa, depois, nas Academias de Letras de Pernambuco (1993) e da Paraíba (2000). Atualmente, dedica-se à escritura de um novo romance, com o qual pretende não só rever toda a sua obra, mas concluir a trilogia iniciada com A Pedra do Reino e interrompida com O Rei Degolado.

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